A meningite, doença que afeta as meninges, camadas finas localizadas entre o crânio e o cérebro, além de apresentar riscos à vida ao paciente também pode deixar sequelas no organismo.

Entre as formas da doença, há 2 mais comuns: a bacteriana e a viral, mas todas necessitam de cuidado médico emergencial e, se não tratadas, colocam em risco a vida até mesmo de quem acompanha e auxilia os doentes.

Mas pesquisadores do National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS), que observavam os efeitos após o tratamento da meningite, descobriram que a infecção pode afetar o sistema de defesa do organismo mesmo depois de longos períodos de eliminação do agente infeccioso.

Como resultado, o corpo pode perder a capacidade de reconhecer outras infecções e, consequentemente, não ser capaz de combatê-las.

O sistema imunológico após a doença

Sistema imunológico ou sistema de defesa, basicamente, são as barreiras que o corpo usa para conter invasores, como bactérias e vírus, e proteger o organismo.

No geral, o sistema imune é bastante eficaz em reconhecer agentes invasores, isolá-los e eliminá-los, evitando que o corpo seja acometido por doenças.

Mas como é que a meningite pode interferir nesse processo?

Segundo o estudo, publicado na Nature Immunology, as células que protegem o cérebro, quando infectadas, são substituídas por células de outras partes do corpo.


E as que entraram no lugar começam a apresentar problemas na hora de lidar com novas infecções, sendo menos eficientes em reconhecer e evitar ataques, fazendo com que o paciente fique vulnerável às infecções.

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Macrófagos meníngeos

Lá em cima, quando falamos que o organismo utilizava algumas armas para conter a instalação da meningite infecciosa, era exatamente dos macrófagos meníngeos que estamos nos referindo.

Eles são células imunes localizadas na meninge (região onde a doença meningite afeta) e uma das suas funções é identificar, no sangue, os patógenos (agentes infecciosos) antes que eles danifiquem o tecido cerebral.

Então é aí que os pesquisadores tiveram os resultados do estudo. Após a doença, esses macrófagos mudaram, sendo que uma parte foi perdida definitivamente.

Com isso, eles foram removidos pelas células imunes e substituídos pelos monócitos, que são células de defesa do sangue.

Apesar de também terem a função de proteger o organismo, essas células realocadas têm limitações na hora de reconhecer algumas infecções. Com isso, o combate aos agentes fica fragilizado.

Desse modo, observou-se que pode haver danos mais duradouros das meningites, mesmo após o correto tratamento e eliminação do vírus.


Apesar da meningite ter cura, para chegar a isso é importante que o tratamento deve ser feito de forma rápida.

Por isso, estudos nessa área são importantes, quanto mais se sabe sobre uma doença, mais seguros os tratamentos podem se tornar.

Fonte: Science Daily


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