Eduardo (Minuto Saudável)
25/02/2019 17:46

Tratamento de câncer renal terminal: pacientes têm novas expectativas

Um novo tratamento para pacientes com câncer renal pode ter sido uma descoberta feita por pesquisadores do Instituto do Câncer Dana-Farber em conjunto com a Universidade de Harvard Medical School.

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De acordo com o periódico New England Journal of Medicine, onde foram publicados separadamente esses dois estudos, uma combinação de medicamentos pode ser mais eficiente do que os remédios convencionais usados para tratar o câncer.

Apesar de se mostrarem positivos, os remédios ainda estão em fase de testes e, quando concluídos, ainda precisam ser aprovados pela Agência Federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (FDA). Isso pode fazer que a composição leve mais tempo para ser disponibilizada.

Os pesquisadores viram que os remédios combinados eram capazes de diminuir os tumores do paciente com câncer renal já em fases terminais, aumentando seu tempo de vida.

Além disso, a capacidade de bloquear o crescimento do tumor, impedindo que algumas moléculas dele se disseminem no organismo, foi maior na comparação dos outros medicamentos indicados ao tratamento do câncer renal.

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O que diz o primeiro estudo?

O primeiro teste feito foi com a combinação entre avelumabe + axitinibe, contra o tratamento tradicional desde 2007, o sunitinibe.

Para isso, os cientistas reuniram ao todo 886 pacientes e os dividiram em dois grupos: aqueles que seriam tratados com os novos medicamentos e aqueles que iriam tomar o remédio convencional. E, a partir daí, passaram acompanhar os efeitos.

O primeiro grupo, com 442 pacientes, tomou o conjunto combinado (avelumabe + axitinibe) e em seguida, o segundo grupo com 444 pacientes, recebeu remédio convencional para o tratamento, o sunitinibe (um quimioterápico usado para tratar o câncer em estágios avançados no rim).

No final, quando comparados, os dois tipos de medicamento apresentaram resultados diferentes na expectativa de vida que os pacientes atingiram.

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Segundo os pesquisadores, o estudo mostrou que aqueles que usaram avelumabe + axitinibe tiveram, em média, 13,8 meses de vida. Enquanto os pacientes que fizeram uso do medicamento convencional tiveram somente 7,2 meses.

O que diz o segundo estudo?

Para o segundo teste, os pesquisadores também dividiram 861 participantes em 2 grupos. O primeiro recebeu a combinação de keytruda, cujo princípio ativo é o pembrolizumabe, com o axitinibe.

Os pacientes do primeiro grupo, 432 pessoas, receberam o keytruda+axitinibe por via injetável, enquanto as outras 429 pessoas, do outro grupo foram medicadas somente pelo sunitinibe.

A partir daí, a maneira de comparação foi a mesma, ou seja, verificar as diferenças na expectativa de vida que cada remédio foi capaz de conferir ao paciente.

Como resultado, foi visto que os participantes que tomaram a combinação de medicamentos pembrolizumabe-axitinibe tiveram uma média de 15,1 meses de vida, enquanto a do outro grupo (sunitinibe) foi de 11,1 meses.

Assim, o tratamento combinado foi capaz de diminuir o risco de morte em 47% e houve 31% menos chances da doença progredir em comparação com o remédio convencional.

As diversas pesquisas nessa área são consideradas promissoras no tratamento de pessoas com câncer renal, porém ainda é preciso tempo, já que os testes ainda estão em fase de testes.


A evolução da medicina no combate ao câncer se mostra importante a fim de dar uma vida digna e sem sofrimento para portadores da doença.

Acompanhe mais notícias no Minuto Saudável!!

Fonte: Science Daily

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25/02/2019 18:20

Eduardo (Minuto Saudável)

Redator, é estudante de Jornalismo pela Uninter. Escreve notícias sobre saúde e bem-estar.

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