A maconha tem despertado cada vez mais interesse no mundo científico devido aos possíveis benefícios que os seus extratos podem oferecer.

Porém, quando falamos dela, temos que ter cuidado.

Segundo um novo estudo publicado na The Lancet Psychiatry, o uso de Cannabis diariamente, ou o uso de uma forma mais concentrada, pode levar o usuário a desenvolver um quadro de transtorno mental grave.

Entre as consequências, pode estar a psicose, uma doença capaz de fazer com que o paciente perca a conexão com a realidade, tendo alucinações, dificuldades sociais, alterações de personalidade, confusão mental e problemas para manter atividades cotidianas.

Os pesquisadores observaram que as pessoas que usavam a Cannabis diariamente eram 3 vezes mais propensas a desenvolver esse transtorno quando comparadas às não usuárias.

Além disso, essas chances aumentam ainda mais quando a maconha usada era mais concentrada.

A concentração da planta é medida pela quantidade de THC presente. Até 10%, considera-se um teor baixo, mas acima disso já é concentrada.

No estudo, observou-se que quem usa Cannabis mais concentrada (chamada de Skunk) corre ainda mais riscos.


Leia mais: Portugal regulamenta uso da maconha para fins medicinais e científicos

Maconha e THC

O THC, ou o tetrahidrocannabinol, é a principal substância psicoativa encontrada nas plantas do gênero Cannabis e o responsável por causar os efeitos como alucinações, delírios e paranoia.

Ele preocupa as autoridades de saúde já que, segundo o estudo, está ligado a um maior risco do usuário desenvolver problemas mentais.

O estudo indicou que 1 em cada 5 casos de psicose pode estar relacionado ao uso da planta.

Entre os participantes que usaram maconha todo dia, houve 3 vezes mais chances de ocorrer um surto psicótico. Já entre os que usaram a droga mais concentrada, os riscos subiram para 5 vezes.

Mas afinal, você sabe o que é Skunk?

Skunk é uma droga derivada da maconha que em sua composição possui uma maior concentração de substâncias psicoativas (THS ou tetrahidrocannabinol) produzidas após o cruzamento de várias espécies da planta.

Os efeitos são basicamente os mesmos que os da maconha, porém eles agem no organismo com mais intensidade, exatamente por ter mais tetrahidrocannabinol.

Os pesquisadores apontam, então, a necessidade de estudar a circulação da maconha. Não necessariamente impedindo ou contrapondo o consumo, mas alertando sobre os impactos das espécies alteradas da Cannabis.


Apesar de se mostrar benéfica para fins medicinais, ainda é preciso conhecer sobre os efeitos da maconha e alertar sobre os impactos e benefícios.

Fonte: BBC


Minuto Saudável: Somos um time de especialistas em conteúdo para marketing digital, dispostos a falar sobre saúde, beleza e bem-estar de maneira clara e responsável.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *