O que é Herpes Labial

É uma infecção viral e contagiosa que ocorre nos lábios, na boca ou nas gengivas, e é causada pelo vírus da herpes simplex. Também conhecida por herpes do tipo 1, a herpes labial é caracterizada, principalmente, pelo surgimento de bolhas pequenas e doloridas.

O paciente contaminado pelo vírus herpes simplex tipo 1 apresenta, geralmente, feridas dolorosas nos lábios, porém a infecção também pode acometer a gengiva, faringe, língua, céu da boca, interior das bochechas e, às vezes, a face e o pescoço.

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O vírus herpes simplex tipo 1 pode também causar lesões nos órgãos genitais, sendo transmitido através da prática de sexo oral. Todavia, o herpes genital é mais comumente causado pelo vírus herpes simplex tipo 2 (HSV-2), que apresenta mais facilidade em se multiplicar na pele da região genital do que na cavidade oral.

Em geral, 80% dos casos de herpes labial são causados pelo vírus herpes simplex tipo 1 e 20% pelo vírus herpes simplex tipo 2. O inverso ocorre com o herpes genital, em que o vírus herpes simplex tipo 1 causa apenas 20% das infecções contra 80% do vírus herpes simplex tipo 2.

A maioria das pessoas se contaminam com o vírus herpes simplex tipo 1 ainda na infância, quando o contato com secreções orais é muito comum. Uma vez que a infecção primária tenha desaparecido, o vírus herpes simplex tipo 1 não morre, ele permanece vivo no corpo humano, adormecido nas células dos nervos, à espera de uma baixa do sistema imunológico para voltar a atacar.

Estima-se que 70 a 90% (90% nos Estados Unidos) de todos os adultos no mundo sejam portadores do vírus do herpes HSV-1, mas sem ter manifestada a doença em muitos dos casos. Isto porque o herpes labial desenvolve-se em apenas 10% das pessoas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3,7 bilhões de pessoas (67% da população) com menos de 50 anos, estão infectadas com o vírus herpes simplex tipo 1.

Um estudo mostrou que 50% das crianças já contraíram o vírus do herpes antes de 12 anos de idade, pois as crianças têm o hábito de colocar as coisas em suas bocas, incluindo beber do copo de outras pessoas.

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A doença sob a forma sintomática (visível e dolorosa) ocorre normalmente na forma de lesões próximas da boca de 4 a 6 vezes por ano. Os surtos de herpes labial tendem a diminuir depois dos 35 anos.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é Herpes Labial
  2. As causas da Herpes Labial
  3. Tempo de incubação do vírus
  4. Sintomas da Herpes Labial
  5. Qual profissional devo procurar? E qual é o diagnóstico?
  6. A herpes labial tem cura? E qual o tratamento para Herpes Labial?
  7. Grupos e fatores de risco
  8. Complicações/Prognóstico
  9. Tenho Herpes labial, posso me expor ao sol?
  10. Como prevenir? É transmissível?

As causas da Herpes Labial

Na maioria dos casos, o herpes labial é causado pelo vírus do herpes simplex do tipo 1 (HSV-1), mas o vírus do herpes simplex tipo 2 (HSV-2), que é o principal causador do herpes genital, também pode provocar a herpes labial.

A infecção inicial pode não causar sintomas ou surgimento de bolhas na boca, porém a característica principal do vírus é permanecer em estado latente no tecido nervoso do rosto por tempo variado. A maior parte das pessoas apresenta anticorpos contra o vírus e dificilmente apresenta sintomas clínicos. Em alguns indivíduos, o vírus volta à ativa e produz feridas recorrentes que aparecem geralmente no mesmo local.

Os vírus do herpes são altamente contagiosos. A disseminação pode ocorrer por meio de contato íntimo ou por meio do compartilhamento de objetos, como lâminas, toalhas, louças e outros itens que estejam infectados, desde que a pessoa seja suscetível ou tenha predisposição à doença.

Ocasionalmente, durante o ato sexual, o contato oral-genital pode espalhar o herpes para os órgãos genitais (e vice-versa).

Tempo de incubação do vírus

A maioria dos indivíduos carrega o vírus da herpes labial e 50% das crianças estão infectadas quando completam 12 anos de idade.

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Se o indivíduo desenvolve os sintomas da herpes labial (o que, de longe, nem sempre é o caso) vai demorar entre 3 a 7 dias para os primeiros sintomas aparecerem após o dia da infecção (dia 0).

Durante esta fase de incubação a pessoa não é contagiosa. Algumas fontes médicas citam um período de incubação de mais de 20 dias.

A Herpes labial também passa por fases, são elas:

  • Primeira: “fase do prurido”, caracteriza-se pela sensação de ardência e coceira ao redor dos lábios, do nariz e do queixo.
  • Segunda: “fase da bolha”, depois da primeira fase, que leva alguns poucos dias, aparece o primeiro sinal visível da herpes, que é um pequeno grupo de bolhas ao redor dos lábios, nariz ou queixo.
  • Terceira: “fase de ulceração”, caracteriza-se pelo aparecimento de bolhas mais intensas e estouram sozinhas, que ocasiona uma ulceração avermelhada. Esta é a fase mais dolorosa e contagiosa do estágio do Herpes labial.
  • Quarta: é a “fase da ferida”, estas surgem secas com crosta de cor castanha e quando ela se descola, a ferida começa a sangrar e o paciente poderá sentir muita dor, coceira e ardência.
  • Quinta: enfim a “fase de cicatrização”, começa a surgir a formação de uma crosta onde está o Herpes, este é um sinal de cicatrização.

Sintomas da Herpes Labial

O principal sintoma do herpes labial é o surgimento de bolhas pequenas, avermelhadas e doloridas ao redor da boca.

Cerca de 20% dos pacientes que desenvolvem os sintomas do herpes labial na primeira vez que as lesões surgem costumam senti-los com maior intensidade do que nas futuras ocorrências.

Esta fase é também conhecida por “infecção primária”

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Este primeiro episódio pode ser leve ou grave e geralmente ocorre em crianças entre 1 e 5 anos de idade. Nas crianças é comum haver gengivite (inflamação da gengiva), enquanto no adulto uma faringite forte, com pus e úlceras na faringe e nas amígdalas é o sintoma mais comum da infecção primária pelo vírus herpes simplex tipo 1.

Os primeiros sintomas aparecem nas primeiras duas semanas e duram até alguns dias após o contato com o vírus.

O indivíduo adulto pode apresentar:

  • Febre.
  • Mal-estar.
  • Perda do apetite.
  • Dor de garganta.
  • Aumento dos linfonodos do pescoço.

Enquanto nas crianças:

  • Dor de garganta e febre de até 5 dias podem ocorrer antes do aparecimento das bolhas, bem como alguns gânglios no pescoço.

Outros sintomas que costumam aparecer em seguida, cerca de 2 dias após o aparecimento das lesões, são:

  • Coceira.
  • Queimação.
  • Maior sensibilidade ou formigamento ao redor da gengiva, na boca, na garganta ou no rosto.
  • Dor ao engolir (em poucos casos).

Os episódios posteriores de herpes labial costumam ser mais brandos e os sintomas menos intensos. Fatores que podem desencadear uma crise são:

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  • Exposição ao sol.
  • Menstruação.
  • Estresse.

Uma erupção geralmente envolve:

  • Lesões na pele ou erupções nos lábios, na boca e na gengiva.
  • Bolhas em uma área elevada, vermelha, dolorida.
  • Bolhas que se formam, se rompem e liberam fluido.
  • Crostas amarelas que se soltam para revelar uma pele rosa em cicatrização.
  • Várias bolhas pequenas que se unem para formar uma bolha maior.

As lesões típicas do herpes nos lábios podem não aparecer na infecção primária. Quando surgem, são muito dolorosas.

A cavidade oral é o local mais acometido pelo vírus herpes simplex tipo 1, porém, dezenas de outros pontos do corpo podem apresentar a infecção, incluindo as mãos, braços, pescoço, órgãos genitais e olhos. O herpes também pode acometer órgãos, como o cérebro (encefalite herpética), fígado (hepatite herpética), pulmões (pneumonite herpética) e esôfago (esofagite herpética).

Estas lesões de órgãos costumam ser graves e são mais comuns em pacientes com algum grau de imunossupressão, como portadores do HIV, transplantados ou pacientes sob tratamento com quimioterapia ou drogas imunossupressoras.

As típicas lesões do herpes labial surgem nas reativações do vírus. O quadro é bem mais brando que na infecção primária e costuma durar no máximo 7 dias. Os sintomas intensos da infecção primária, como febre e mal-estar não são comuns.

Entre 6 a 48 horas antes do aparecimentos das lesões labiais, o paciente pode começar a receber sinais de que o herpes labial vai surgir. Geralmente este aviso vem pela sensação de formigamento, dor ou coceira nos lábios.

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As lesões do herpes labial surgem inicialmente como pequenas elevações avermelhadas e dolorosas que rapidamente se transformam em bolhas agrupadas. Estas bolhas viram pequenas pústulas (bolhas com pus no interior) e estouram, se transformando em úlceras. A ulceração é a última fase da lesão ativa, cicatrizando em alguns dias, sob a forma de crostas.

O herpes labial pode apresentar várias recorrências durante um ano ou apenas uma ou duas durante toda a vida. Esta frequência é determinada por vários fatores, entre eles a competência do sistema imune do paciente e o tipo de vida que o mesmo leva. Com o passar dos anos, as recorrências vão ficando cada vez mais fracas e espaçadas.

Qual profissional devo procurar? E qual é o diagnóstico?

O dermatologista é o mais indicado para diagnosticar este tipo de herpes. Na maioria das vezes o diagnóstico é clínico e de reconhecimento fácil, podendo ser feito apenas com dados clínicos, através do exame das lesões e das avaliações dos sintomas.

Em casos de dúvidas, o médico poderá colher amostras das erupções na boca do paciente e enviá-las para testes de laboratório. A fase das bolhas é a que apresenta maior presença do vírus, sendo a mais indicada para a coleta do material.

Alguns exames também podem mostrar o aumento de linfonodos no pescoço ou na virilha. São alguns dos exames que podem ser solicitados pelo especialista:

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  • Cultura viral.
  • Teste de DNA viral ou o teste de Tzanck da lesão na pele: estes podem revelar se a pessoa está com o vírus do herpes simplex no organismo ou não.
  • Sorologia e o exame de PCR (detecção DNA do vírus): feitos através de coleta de sangue, podem ser usados e servem para diagnosticar e distinguir infecções pelo vírus herpes simplex tipo 1 e tipo 2.

A herpes labial tem cura? E qual o tratamento para Herpes Labial?

A herpes labial, assim como a genital, não tem cura. Contudo, existem tratamentos, que buscam reduzir os sintomas, acelerar a cicatrização e prevenir as complicações.

Não há um remédio para curar o herpes labial, não existem tratamentos que curam! Os sintomas geralmente desaparecem entre uma e duas semanas quando não ocorre o tratamento. Mas, medicamentos antivirais tomados por via oral podem ajudar os sintomas a desaparecerem mais rapidamente e aliviarem a dor.

As feridas de herpes costumam reaparecer. Os seguintes tratamentos podem ser indicados pelo médico:

  • Medicamentos antivirais: funcionam melhor se forem tomados quando o vírus estiver começando a voltar, ou seja, antes do aparecimento das feridas. Se o vírus voltar com frequência, o médico poderá recomendar ainda que o paciente use os medicamentos constantemente.
  • Pomadas antivirais tópicas: podem ser usadas, mas devem ser aplicadas a cada duas horas. Elas são caras e podem reduzir o tempo da erupção entre algumas horas a até um dia, em casos leves de herpes.
  • Compressas com loções antissépticas: ideal fazer se não forem agressivas e se necessárias, bem como ter o cuidado de não retirar as crostas, porque pode resultar em sangramento e retardar a cicatrização.

Quanto aos remédios indicados para tratar a herpes labial, eles podem ser:

  • Aciclovir: apresenta eficácia menor do que o uso de antivirais por via oral. O aciclovir deve ser tomado por 5 dias, enquanto os novos antivirais, como Valaciclovir ou Fanciclovir são eficazes com apenas 1 dia de tratamento.
  • Canditrat.
  • Ezopen (creme).
  • Valaciclovir: estudos mostram que o aciclovir ou valaciclovir podem ser usados continuamente com segurança por mais de um ano.
  • Fanciclovir.
  • Penvir.
  • Nistatina (solução).

Na infecção primária, se o tratamento com antivirais em comprimidos (aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir) for iniciado nas primeiras 72 horas, há uma redução significativa do tempo de doença e da intensidade dos sintomas.

Nas reativações do herpes labial, o tratamento vai depender da frequência dessas recorrências e da intensidade dos sintomas. Pacientes com crises raras e pouco sintomáticas podem não precisar de tratamento algum, no máximo alguma pomada com anestésico para reduzir a dor.

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Os pacientes com recorrências mais frequentes, principalmente aqueles que apresentam sinais de aviso antes das lesões surgirem, podem usar precocemente os antivirais.

Geralmente, os melhores resultados são obtidos com medicamentos por via oral, iniciados o mais rapidamente possível após os primeiros sintomas. Se o paciente apresenta mais de 4 reativações por ano ou costuma desenvolver lesões extensas, dolorosas e esteticamente incômodas, o uso diário de antivirais por tempo prolongado pode ser uma opção.

Alguns meios caseiros que também podem ajudar são:

  • Aloe vera: o gel de aloe vera é ideal para acalmar irritações na pele, como é o caso do herpes. Além de oferecer um alívio rápido para a dor, ele é capaz de combater a bactéria que está irritando a ferida, fazendo com que ela desapareça mais rápido. Para usá-lo, basta aplicar o gel diretamente sobre a lesão nos lábios, usando os dedos ou um cotonete.
  • Leite: é capaz de aliviar a dor e acelerar o processo de cura do herpes, pois ele contém proteínas que atuam como anticorpos, combatendo e prevenindo vírus como esse. O leite ainda oferece lisina, uma substância que inibe o trabalho de um aminoácido chamado arginina, um dos responsáveis por causar as erupções. Para usá-lo no tratamento, embeba um algodão no leite integral e aplique diretamente na ferida por alguns minutos.
  • Mel: existem propriedades curativas e antibióticas do mel bastante conhecidas. Estudos mostram que ele pode ser melhor do que algumas pomadas tradicionais para curar o herpes. Basta aplicar um pouco de mel diretamente sobre a erupção, usando um algodão ou cotonete. Deixando agir por alguns minutos.
  • Amido de milho: neutraliza o pH da ferida, a textura fina e sedosa do amido de milho ajuda a acalmar a dor e a irritação associados ao herpes. Além disso, ele ajuda no processo de cura, porque é capaz de neutralizar o pH da ferida. O vírus se desenvolve melhor em um ambiente ácido, e o amido de milho contribui para torná-lo mais alcalino. Para aproveitar os benefícios, misture uma colher de sopa de amido com um pouco de água, até obter uma consistência pastosa. Depois, aplique um pouco no herpes antes de dormir e retire gentilmente com água pela manhã.
  • Melissa: graças a seus óleos essenciais, aplicada como pomada sobre as vesículas de herpes labial, ela pode exercer um efeito antiviral, aliviando de forma eficaz a infecção (clinicamente provado).

Para os pacientes que apresentarem um surto de herpes, indica-se:

  • Aplicar cubos de gelo sob a ferida da herpes labial por alguns minutos, várias vezes por dia, isto ajuda a reduzir a dor e a diminuir o ritmo de desenvolvimento do vírus.
  • O frio possui naturalmente efeito calmante e analgésico.
  • A aplicação do calor, sob a forma de compressas quentes às vezes é recomendado, isto precisa ser visto com o médico, dependendo do caso.
  • Evitar beijar outras pessoas, sobretudo quando tiver ferimentos aparentes (fase aguda da herpes), pois a contaminação é certa.  A herpes labial é uma doença altamente contagiosa.
  • Aplicar os cremes antivirais desde os primeiros sintomas, o mais rápido é o melhor! Em geral, aplicar cremes anti-herpéticos após o aparecimento das vesículas herpéticas não será de grande ajuda.
  • Evitar tocar ou coçar as vesículas e tocar os olhos logo após.
  • Evitar furar as vesículas.
  • Lavar as mãos após manipular as feridas, pois as partículas virais podem infectar outras partes do seu corpo.
  • Não manter contato próximo a crianças pequenas ou atingidas por eczemas, principalmente quando tiver feridas de herpes.
  • Após o desaparecimento das crostas é aconselhável aplicar um creme desinfetante ou um creme a base de lisosima várias vezes ao dia.
  • Ter cuidado com as lentes de contato, não umidificá-las com a saliva, a fim de evitar o risco da contaminação do olho.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

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Grupos e fatores de risco

O principal fator de risco é manter contato íntimo e compartilhar objetos com uma pessoa que tenha herpes labial, já que ela é altamente contagiosa e geralmente não manifesta sinais de ocorrência no início da infecção.

A incidência do vírus do herpes labial é grande e cerca de 90% da população mundial possui anticorpos para o HSV-1. Desta forma, não há grupos de risco bem definidos para a doença, uma vez que a transmissão pode surgir através do contato com a saliva de um portador (beijo, uso do mesmo copo ou talher, etc).

Pessoas com imunidade abalada têm mais chances de desenvolver a doença, como pacientes com HIV, pacientes em quimioterapia, dentre outros.

Fatores como exposição prolongada ao sol, estresse, frio intenso, cansaço, falta de sono ou qualquer outro fator que fragilize a imunidade também podem desencadear o aparecimento da doença.

Complicações/Prognóstico

O ideal é que o paciente faça compressas com loções antissépticas não agressivas se necessário, tendo o cuidado de não retirar as crostas pois pode haver sangramento e retardar a cicatrização.

Na maioria das vezes, é uma doença benigna. Mas, o vírus da herpes presente ao redor da boca pode se propagar para outras partes do rosto ou do corpo. Em caso de herpes ao redor dos olhos, é preciso consultar um médico com urgência.

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Recentemente, cientistas do Reino Unido sugeriram uma ligação entre o Mal de Alzheimer e a infecção pelo vírus do herpes. Nesta pesquisa, os cientistas verificaram um aumento da proteína beta-amilóide em cultura de células do cérebro. Paralelamente, em cerca de 70% do cérebro de doentes de Alzheimer o vírus HSV-1 é encontrado.

As dicas para evitar futuras erupções incluem aplicar filtro solar ou protetor labial com óxido de zinco quando estiver em áreas abertas. Hidratante labial para evitar que os lábios fiquem muito secos também pode ser útil.

Se não for tratada, o herpes labial pode levar a problemas como:

  • Recorrência do herpes labial.
  • Disseminação do herpes para outras áreas da pele como os olhos.
  • Infecções bacterianas secundárias na pele.
  • Infecção generalizada, deve ser rapidamente diagnosticada pelo médico, caso contrário pode resultar em morte. Indivíduos com imunossupressão, incluindo indivíduos com dermatite atópica, câncer ou infectados pelo HIV são os que mais correm riscos.
  • Cegueira.

Tenho Herpes labial, posso me expor ao sol?

O ideal é evitar, pois estudos demonstram que a exposição por horas contribui para a reativação da doença em pacientes com histórico de herpes labial. A exposição solar é responsável por 25% dos casos de reativação do herpes labial e de suas recorrências.

Pacientes com histórico de herpes devem evitar ficar horas a fio sob o sol. O uso de protetor solar é essencial e ajuda a reduzir o aparecimento das lesões. O uso do protetor parece ser mais efetivo do que a pomada de aciclovir na prevenção das recorrências do herpes labial induzidas por exposição solar.

Como prevenir? É transmissível?

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Os vírus do herpes são contagiosos e só ocorre em humanos. A sua disseminação pode ocorrer por:

  • Contato íntimo: através da saliva, perdigotos, pele ou lábios do paciente contaminado.
  • Compartilhamento de objetos, como: lâminas, toalhas, louças e outros itens que estejam infectados, desde que a pessoa seja suscetível ou tenha predisposição à doença.
  • Ocasionalmente, durante o ato sexual, o contato oral-genital pode espalhar o herpes para os órgãos genitais (e vice-versa).

Ainda não existe vacina para os tipos de herpes, mas há como prevenir. Algumas medidas podem ser tomadas, como:

  • Evitar o contato direto com feridas de herpes.
  • Minimizar o risco de disseminação indireta lavando bem itens, como toalhas e talheres, antes de reutilizá-los.
  • Não compartilhar itens com uma pessoa infectada, principalmente quando ela tiver lesões de herpes.
  • Evitar desencadeadores (principalmente exposição ao sol) se tiver tendência ao herpes labial.
  • Evitar fazer sexo oral quando estiver com lesões de herpes na boca ou perto da boca e evitar receber sexo oral de alguém que tenha lesões de herpes genital ou oral.

Quando há lesões visíveis do herpes, a quantidade de vírus na cavidade oral aumenta cerca de 1000 vezes, o que torna a transmissão nesta fase muito mais provável de ocorrer.

Os preservativos podem ajudar a reduzir, mas não eliminar totalmente, o risco de contrair o herpes no sexo genital ou oral com uma pessoa infectada. Mas os vírus do herpes oral ou genital também podem, às vezes, serem transmitidos mesmo quando a pessoa não apresentar lesões ativas.

Também, de tempos em tempos, o vírus aparece na saliva, mantendo o paciente contagioso por alguns dias, mesmo quando não há lesão ativa do herpes.


Em outubro de 2011 pesquisadores dos EUA, da Universidade de “Utah School of Medicine” em Worcester, têm mostrado que a razão de apenas uma parte da população desenvolver o herpes labial é provavelmente baseada na genética. Estes pesquisadores mostraram que o gene c21orf91, no cromossomo 21, apresenta diferentes variantes e, com isso, diferenças neste gene, o que explica porque algumas pessoas desenvolvem a doença com sintomas e outras não, enquanto eles também são portadores do vírus. Uma vez adquirido o vírus, este permanece no organismo em sua forma latente nos gânglios nervosos, podendo ser reativado.

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Referências

http://melhorcomsaude.com/remedios-caseiros-para-aliviar-rapidamente-o-herpes-labial/
http://www.mdsaude.com/2012/04/herpes-labial.html
http://www.criasaude.com.br/N2043/doencas/herpes-labial.html
http://www.tuasaude.com/tratamento-para-herpes-labial/

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