Pacientes com doenças graves no coração, e que não correspondem mais aos tratamentos, geralmente são encaminhados para um transplante de coração.

Para esse procedimento, exige-se que o coração seja saudável para que a cirurgia possa ser feita de forma segura, sem oferecer riscos a quem o recebe.

Entre as infecções que podem comprometer o coração, deixando-o inapto para a doação, é a hepatite C, causada por um vírus (VHC).

A infecção tem tratamento, mas deixa anticorpos ou resquícios do vírus no organismo, que podem causar reações em quem recebe o órgão ou o sangue contaminado.

Nem sempre os órgãos de pacientes com hepatite C são descartados, pois se o receptor também tiver a doença, pode haver compatibilidade. Mas isso já reduz bastante as possibilidades de transplante.

No entanto, uma nova pesquisa publicada na revista mensal American Journal of Transplantation mostrou resultados importantes para provar que dependendo do quadro clínico é possível estender a doação também para pacientes sem a hepatite C.

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Como foi feito o estudo?

Os pesquisadores realizaram uma análise clínica com base em 10 pacientes do Sistema de Saúde da Universidade da Pensilvânia que iriam receber os corações de doadores com hepatite C.

3 dias depois do transplantes, todos os pacientes foram diagnosticados com o vírus, o que já era esperado pelos médicos.

Então se iniciou uma série de tratamentos à base de remédios antivirais Zepatier, utilizado no tratamento da doença.

Durante esse processo, um paciente sofreu com rejeição do órgão transplantado e foi a óbito, porém, todos os outros 9 tiveram os quadros de saúde restabelecidos e o tratamento foi eficaz na cura de hepatite C.

O futuro após a pesquisa

O tempo que se espera por um transplante pode agravar o caso de pacientes que aguardam, em filas de espera, por um doador compatível.

Novas descobertas abrem possibilidade para reduzir a espera e dar mais expectativa a quem depende de um órgão novo.

Junto com os resultados para o coração, a mesma equipe planeja estudar as chances de aplicar a pesquisa à doação de pulmão.

Mas, segundo os pesquisadores, ainda é preciso estudos de maior proporção para verificar a segurança do transplante com hepatite C e os efeitos em longo prazo.

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Uma lista de espera para transplante de órgãos possui vários critérios para atender aos pacientes.

Doar órgãos é uma maneira de ajudar a reduzir o tempo de espera e salvar vidas.

Fonte: Science Daily

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