Eduardo (Minuto Saudável)
15/01/2019 12:09

Hantavirose causa mortes na Argentina e preocupa autoridades

Um surto de hantavirose, doença causada pelo hantavírus, está afetando a cidade de Epuyén, no sul da Argentina. Desde dezembro de 2018 até a primeira semana de 2019, 10 pessoas morreram. Novos casos em cidades vizinhas também já foram registrados.

De acordo com as autoridades sanitárias da região, os casos na cidade argentina teriam começado após um homem, cujo nome não foi divulgado, ter entrado em contato com fluidos (urina, saliva ou fezes) de rato após limpar um antigo galpão.

O homem teria respirado as partículas do vírus presentes nos fluidos dos roedores e transmitido a doença após contato com outras pessoas durante uma festa de aniversário.

Familiares e amigos que estavam no local passaram a sentir os primeiros sintomas, que são semelhantes aos da gripe: febre, dores de cabeça, dores no corpo, vômitos e diarreia — em quadros mais severos, a doença pode gerar complicações respiratórias e causar a morte.

Outros dois casos foram anunciados nas proximidades de Epuyén, na cidade de Chubut, onde o governo informou que duas mulheres e um adolescente de 16 anos também morreram.

Por que o surto preocupa?

Infecções por hantavírus são transmitidas por roedores, através da inalação de partículas de fluidos destes animais. Por outro lado, o contágio entre pessoas infectadas não é frequente na hantavirose.

Portanto, a suspeita de que os casos na Argentina tenham acontecido pelo contato com outros doentes é um alerta para uma possível disseminação da doença — mesmo que o governo ainda acredite que todas as infecções surgiram na mesma cidade.

A preocupação agora é de que o hantavírus seja disseminado pelo vapor da saliva e atinja uma propagação maior. No momento, as autoridades locais seguem avaliando os casos e adotando medidas de controle.


A hantavirose é facilmente confundida com outras infecções, como a leptospirose. A doença causa problemas respiratórios e cardiológicos graves e não tem um tratamento específico. Mas quanto antes for detectada, maiores são as chances de recuperação.

Fonte: BBC News

18/04/2019 16:58

Eduardo (Minuto Saudável)

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