O tempo de diagnóstico de câncer é bastante importante no percurso do tratamento. Quanto mais rápida for a detecção, melhores os resultados de cura ou minimização dos danos ao organismo.

Porém, o diagnóstico nem sempre é simples, pois além de alguns tipos de câncer darem sinais pouco específicos no início da doença, os métodos de investigação ainda são demorados.

Com base nisso, uma nova pesquisa publicada na revista científica Natures Communications revelou um novo procedimento mais preciso na hora detectar os subtipos de câncer. Tudo isso através do próprio DNA do paciente.

Pelo material genético é possível detectar os chamados “genes de fusão”, que são uniões genéticas bastante comuns nos pacientes com câncer.

Segundo os pesquisadores, essa fusão acontece em 1 a cada 5 cânceres, o que pode servir como um indicativo da presença da doença.

Tratamentos convencionais

Na verdade, a detecção pelo método de fusão não é exatamente uma novidade. Já existiam opções de diagnósticos clínicos disponibilizadas no mercado, chamadas de método fish, que é capaz de buscar por esses genes.

Porém, são exames mais limitados, que atuam buscando tipos específicos para o gene de cada tipo de câncer.

O novo estudo tenta minimizar essas barreiras e abranger as buscas.

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Novo método criado

Os pesquisadores desenvolveram pelo novo método, uma espécie de painéis extensivos, que são usados para detectar a movimentação dos genes, um processo realizado pelas células para proteger as proteínas durante um estágio inicial do câncer.

Eliminando informações específicas que limitavam o exame (como detectar o local do câncer), o novo exame busca os genes de fusão comuns, que estão presentes em todos os subtipos de câncer.

A descoberta é considerada importante por ser mais precisa na hora de detectar esses genes de fusão, dando um resultado eficaz e seguro.

Ainda segundo os pesquisadores, o próximo passo é outros dois estudos e que possa ser feito diretamente em pacientes.


No Brasil, no ano de 2018, houve 582.590 mil casos novos de câncer, tanto em homens quanto em mulheres.

Por isso, avanços nessa área da medicina são essenciais para a melhor a capacidade de detecção de doenças.

Fonte: Science Daily

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