Trânsito, pressão no trabalho, datas, contas para pagar e problemas cotidianos deixam a vida mais corrida e estressante.

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Em alguns casos, o estresse acontece por um ou mais fatores marcantes que são capazes de gerar traumas (presenciar um desastre natural, sofrer uma experiência de quase morte ou ser vítima de abuso sexual, por exemplo).

Se essas lembranças perduram por mais de 1 mês gerando angústia, medo e pesadelos, a pessoa pode ter desenvolvido a perturbação do estresse pós-traumático (PSPT).

Um estudo sueco mostrou que há relação com problemas no coração e no sistema circulatório.

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Pacientes com estresse pós-traumático têm 64% a mais de chances de desenvolver doenças cardiovasculares, como parada e ataque cardíaco.

Além disso, o tempo tem um peso grande: há maiores chances de desenvolver essas complicações se o PSPT ocorreu há menos de 1 ano.

Quais os fatores considerados?

Foi pesquisado o histórico médico e familiar, e condições psicológicas de 136.637 participantes diagnosticados com estresse pós-traumático e, em seguida, os resultados foram comparados com os dados de 171.314 pessoas sem o diagnóstico.

Os resultados indicam que entre os que possuíam o diagnóstico, a chance de doenças cardíacas era até 64% maior em comparação com pessoas emocionalmente saudáveis.

No entanto, aponta-se que fatores como consumo de álcool e tabagismo, que não foram levados em consideração, podem influenciar os resultados. Por isso, recomendam mais estudos nesta área.

Os especialistas acreditam que os pacientes que desenvolverem PSPT devem fazer acompanhamentos para tentar reduzir ou evitar as complicações cardiovasculares. O estudo foi publicado no jornal The BMJ.

Como desestressar?

O estresse é uma resposta que o organismo dá quando está sob tensão ou ‘alerta de perigo’. Ter alguns momentos de estresse é normal e compreensível. Mas essa reação, quando vivenciada com frequência pode trazer prejuízos para a saúde.

Doenças como pressão alta, insônia e transtornos psicológicos são alguns exemplos de problemas que podem ser decorrentes da condição.

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Por isso, aqui vão algumas dicas para ajudar a desestressar:

  • Respiração: Inspire e expire profundamente e devagar. Tente controlar sua respiração e pense em coisas boas enquanto faz isso. Contar até 10, 20, 30, por exemplo, enquanto respira ajuda a manter a paciência;
  • Sono: uma boa noite de sono pode melhorar o humor, além permitir que o corpo descanse corretamente. Evitar cafeína, álcool e refeições pesadas antes de dormir pode ajudar a melhorar sua qualidade de sono;
  • Meditação, yoga ou oração: o apoio espiritual ajuda a controlar o estresse. Cerca de 20 minutos por dia já ajudam a relaxar e desestressar. E essas práticas ainda podem ser feitas em qualquer horário e local;
  • Autoestima e incentivo: reconheça as coisas boas que você faz. Pensar ou falar  frases de ânimo e incentivo podem ajudar;
  • Sorria, dance e cante: valorizar essas pequenas coisas da vida também ajudam a relaxar. O sorriso libera endorfina e pode acalmar tanto a pessoa que sorri quanto quem recebe o sorriso. A música também ajuda a controlar os batimentos cardíacos e melhorar o humor;

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O PSPT está relacionado com problemas cardiovasculares. Por isso, pacientes com essa perturbação devem fazer acompanhamento com profissionais especializados para tentar evitar complicações futuras. Em caso de dúvida, procure um médico.

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Fonte: Science Daily

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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