9 dicas para torcer pelo Brasil na Copa sem prejudicar a saúde

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Assistir ao nosso time do coração jogar é uma atividade extremamente emocionante. Não importa se você está vendo uma partida de futebol, vôlei ou uma corrida de Fórmula 1, o coração bate mais forte e as emoções ficam à flor da pele.

“Haja coração!” é uma figura de linguagem que faz todo o sentido biológico, pois o coração e o sistema circulatório são dos que mais sofrem alterações no seu funcionamento enquanto estamos assistindo a uma partida e torcendo com todas as forças.

Mas, espere um segundo… torcendo? Torcendo o quê?

A expressão vem do começo do século XX, quando o futebol ainda era um esporte de elite e frequentar os estádios e apoiar o time era considerado chique. As mulheres, na época, levavam seus lenços para os estádios e, afetadas pela ansiedade da partida, torciam as flanelas involuntariamente, dando origem à expressão “torcedor”.

Torcer é realmente uma tarefa difícil, justamente pela sensação de impotência momentânea. Comentaristas que já foram jogadores dizem preferir estar em campo do que assistir a partida, pois quando em campo, ao menos, há a possibilidade de fazer alguma coisa.

Ou seja, o torcedor está preso dentro do próprio corpo, no sofá ou arquibancada, sem a possibilidade de ir lá e virar um jogo tenso a seu favor. Por isso, só lhe resta torcer o lencinho e ter esperança de que o seu time vai ganhar.

E toda essa ansiedade gerada por torneios esportivos pode trazer diversos problemas para quem assiste. Segundo dados de uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), o número geral de ataques cardíacos pode aumentar de 4% a 8% durante os jogos da Copa do Mundo, por exemplo.

Reações extremas já são esperadas, afinal, a mesma região do cérebro que é ativada quando você está apaixonado é ativada quando você está torcendo para o seu time do coração.

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Mas, conhecendo o brasileiro como ele é, sabemos que não é só a ansiedade e os problemas de coração que podem atrapalhar a torcida durante uma partida. Beber demais e brincar com fogos de artifício, por exemplo, são atividades bem comuns durante eventos esportivos mundiais.

Buscando ajudar você a torcer com mais saúde, mas sem nunca perder aquele jeito moleque, fizemos uma lista com as principais dicas para você aproveitar esses momentos sem perder as estribeiras! Confira!

1. Faça refeições equilibradas antes de jogo

O nervosismo de um jogo importante aumenta (e muito!) os nossos níveis de ansiedade. Nesses casos, é muito comum que as pessoas acabem tendo problemas intestinais e tenham de enfrentar o famoso piriri ou diarreia nervosa.

A principal razão da ansiedade causar a diarreia é por conta da forma como o corpo reage ao sistema de “luta e fuga”.

O estresse gerado pela situação causa uma descarga de adrenalina que redistribui o fluxo de sangue e água. Nessa redistribuição, o sistema gastrointestinal não filtra a água corretamente, levando a diarreia.

Portanto, em dias que você sabe que vai estar com a ansiedade alta, convém fazer refeições mais equilibradas e saudáveis para o sistema gastrointestinal, em que se come bastante fibra e poucos carboidratos, por exemplo.

Ao fazê-lo, você evita ter de passar por situações constrangedoras, como ter que correr para o banheiro da casa do pais da namorada justamente naquele lance perigoso do oponente.

2. Xô, ansiedade!

Quando ficamos ansiosos, nossa respiração se torna mais curta. Inspiramos e expiramos o ar numa frequência muito rápida. Isso faz com que a frequência cardíaca também aumente, pois a troca de oxigênio nos pulmões está acelerada.

Pessoas que sofrem com problemas do coração, principalmente, devem ficar atentas à respiração para evitar problemas como a taquicardia, que pode evoluir para complicações mais graves.

Por isso, a principal dica é: na hora do nervosismo extremo causado pela partida, faça como Cristiano Ronaldo antes de bater uma falta e pratique a respiração diafragmática.

Trata-se de uma técnica muito recomendada para pacientes que sofrem de distúrbios psicológicos como o transtorno do pânico, pois ajuda o paciente a colocar a cabeça de volta no lugar e se acalmar.

A técnica pode ser bastante benéfica para quem sofre de taquicardia, pois uma respiração mais controlada e espaçada ajuda a diminuir a frequência do ritmo cardíaco e provoca uma sensação de alívio.

Para fazê-la, é muito simples:

  • Respire devagar e com intensidade. Inspire bastante ar, segure e depois expire;
  • Use a boca e não o nariz. Quando puxamos o ar pela boca, o volume de gases a entrar nos pulmões é maior e, com o pulmão cheio de ar, o organismo tem mais tempo para realizar as trocas gasosas;
  • Para facilitar, coloque a mão sobre o diafragma. Ele fica logo abaixo do peito, na barriga. Durante a respiração, faça ele subir e descer. Concentre-se em respirar movimentando o diafragma ao invés do peito.

Ao praticar a respiração diafragmática, você vai ajudar o seu corpo a “se acalmar”. O sangue vai circular mais devagar e sem tanta pressão pelo organismo, o que é importantíssimo, especialmente para aqueles com problemas circulatórios.

3. Trate bem seu coração

“Haja coração!”, sempre diz Galvão Bueno durante as partidas de futebol.

A expressão tem fundamento na ciência. Segundo dados do estudo “Copa do Mundo de Futebol como Desencadeador de Eventos Cardiovasculares”, feita pela USP, o número geral de ataques cardíacos tende a aumentar durante os jogos da seleção canarinho.

O coração realmente bate mais forte quando vemos nosso time jogar e tudo tem início no cérebro, mais especificamente em uma glândula chamada hipófise.

Durante uma partida, a hipófise libera o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), que, por sua vez, estimula as glândulas suprarrenais (localizadas acima dos rins) a secretarem o cortisol, adrenalina e noradrenalina, conhecidos como hormônios do estresse.

Isso faz com que o ritmo cardíaco fique mais acelerado. Além disso, a pressão arterial fica maior, as artérias ficam mais contraídas, deixando as mãos frias, as pupilas dilatam, a sudorese aumenta e os níveis de açúcar no sangue disparam, reduzindo a digestão.

Essa resposta é natural e tem como função preparar o organismo para uma situação de perigo, onde precisa correr ou se defender. Foi muito útil para os nossos antepassados, mas hoje é quase como um apêndice emocional.

O problema é que, para pessoas que sofrem de problemas cardíacos ou circulatórios, essas respostas podem ser prejudiciais e induzir um infarto ou um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Esses pacientes podem se consultar com o seu médico cardiologista antes das partidas e ver a possibilidade de utilizar algum medicamento para pressão antes do jogo. Você nunca deve se automedicar, pois as consequências podem ser piores.

Além disso, existem outras práticas que você pode realizar no seu dia a dia que vão te deixar mais preparado para os momentos de estresse. São elas: meditação, yoga, massagem, acupuntura e pilates.

Essas práticas não excluem o acompanhamento profissional e devem ser feitas de maneira complementar à orientação médica.

Se você sofre de problemas cardíacos, também deve adotar algumas mudanças de hábito, como a menor ingestão de sal e a prática de atividade física regular.

Nos casos em que os efeitos do estresse foram inevitáveis e um ataque cardíaco acontecer, ligue para emergência. Você pode contatar o SAMU através do número de telefone 192.

4. Evite a rouquidão

Depois da gritaria que a animação dos jogos proporcionam, é muito comum que a gente acabe ficando sem voz, especialmente aqueles torcedores que gritam e cantam durante as partidas podem sofrer de rouquidão.

E esse fenômeno pode acontecer mesmo com quem não vai até aos estádios cantar canções e xingar o juiz enquanto o time joga.

Muitas vezes, quando estamos em bares assistindo aos jogos, para que possamos conversar com nossos amigos à mesa, precisamos elevar o tom de voz acima do ruído do ambiente e são nessas ocasiões que a rouquidão normalmente aparece.

Ela acontece por conta de um esforço exagerado das cordas vocais, que ficam fatigadas, estressadas por causa do atrito gerado na hora em que elevamos o tom da voz.

Para evitar a rouquidão você deve estar atento à hidratação. Beber água regularmente e em pequenos goles favorece a hidratação do organismo e promove a produção vocal sem que seja necessário aplicar muito esforço.

Evitar ambientes poluídos, fumar e beber também são dicas importantes. A poluição e a fumaça do cigarro agridem todo o sistema respiratório, principalmente as cordas vocais. A agressão pode causar irritações, aumento de secreções, tosse e pigarro, além de causar o ressecamento das cordas vocais, dificultando a sua vibração.

O álcool, por outro lado, causa a diminuição da sensibilidade da laringe, o que pode fazer com que ocorra abuso vocal, ou seja, um esforço muito grande e repetitivo das cordas vocais.

Vale lembrar ainda que o consumo de cigarro aumenta as chances de desenvolvimento de câncer e, quando associado à bebida alcóolica, potencializa os riscos de câncer de laringe.

Outra dica importante é: evitar a exposição ao ar condicionado! Esse equipamento reduz a umidade do ar e pode causar ressecamento do trato vocal, o que induz a produção da fala com tensão e esforço excessivos.

O mesmo vale para roupas apertadas, que podem comprimir a região do pescoço e abdome, causando o mesmo problema.

E, para finalizar, seja comedido. Pode gritar, cantar e se empolgar, mas sempre com parcimônia, ou seja, sabendo seus limites.

5. Olha a explosão!

Na hora do gol: fogos! Pobres dos cachorros, que têm de viver com tanto barulho sem entender o motivo.

Brincar com fogos de artifício é bem perigoso, podendo causar queimaduras de primeiro à terceiro grau.

As queimaduras de primeiro grau são leves, superficiais e afetam apenas a epiderme, apresentando vermelhidão no local seguido de inchaço e dor variável. As de segundo grau podem ser tanto superficiais quanto mais profundas, só que existe uma destruição maior da epiderme e derme.

Já as de terceiro grau são as mais preocupantes. Nelas, ocorre a destruição total de todas as camadas da pele, fazendo com que o local fique esbranquiçado ou escuro, gerando também muita dor.

Um levantamento feito no sistema DataSUS, do Ministério da Saúde, mostrou que, somente entre 1998 e 2013, ocorreram cerca de 8,5 mil internações e mais de 120 mortes no país em decorrência do uso de fogos de artifício.

Vê-se então que o ditado não é a toa: criança que brinca com fogo, acaba se queimando. Então, para não ouvir um amargo “eu avisei” da sua mãe, fique atento às dicas:

  • Compre os fogos de artifício somente em lojas especializadas e credenciadas. Os fogos clandestinos não trazem orientações do fabricante, normalmente não são testados e são vendidos de forma avulsa, ou seja, são mais propensos a causar acidentes. E é nessas horas que o barato sai caro;
  • Dê preferência a fogos pouco explosivos e de fácil manuseio;
  • Nunca se esqueça de verificar o certificado de garantia;
  • Siga as instruções e dicas do fabricante;
  • Na hora da compra, peça instruções de manuseio para o vendedor;
  • Nunca deixe as crianças soltarem os fogos;
  • Nunca faça experiências, modifique ou tente fazer seus próprios fogos;
  • Evite segurar os fogos com as mãos. Compre artefatos que sirvam como base para encaixar o suporte de fogos de artifício. Assim, será possível dispará-los do chão;
  • Se os fogos falharem, não tente reaproveitá-los;
  • Tenha sempre um recipiente de água por perto para colocar os foguetes já utilizados ou aqueles que falharam, para que não haja risco de novas explosões;
  • Nunca manuseie fogos de artifício sob efeito de álcool e outras drogas;
  • Evite guardar os fogos em casa. Se decidir mantê-los, deixe-os em um local seco e longe de fogões, isqueiros e do acesso a fumantes.

6.Cuidado com a ressaca!

O álcool pode até parecer uma boa companhia durante uma partida, mas cuidado: time bêbado joga sem goleiro!

Beber além da conta faz mal e todo mundo sabe. O fígado recebe mais álcool do que consegue processar, ficamos desidratados e com poucos eletrólitos no sangue. Dor de cabeça, no corpo, nos olhos, náuseas, falta de apetite e desidratação são alguns dos principais sintomas.

Para conseguir aproveitar aquela cerveja gelada sem correr riscos de ter uma ressaca braba, existem algumas providências que você pode tomar:

  • Não beba de estômago vazio: assim, o estômago fica protegido do álcool, dificultando as náuseas, e o álcool é absorvido mais lentamente, junto com os alimentos;
  • Beba bastante água: o álcool possui efeito diurético, ou seja, faz o seu corpo eliminar muita água. Portanto, reidratar-se é essencial para evitar as dores de cabeça;
  • Durma antes de começar a beber: descansar antes de beber é uma maneira de preparar o corpo para os efeitos nocivos do álcool.

7. Se for beber, não dirija

Todo mundo sabe, a lei seca vigora, mas mesmo assim sempre tem um que decide pegar o carro depois de tomar uns goles. Não seja essa pessoa! Ao dirigir embriagado, você não só está colocando a sua vida em risco, como a vida de outras pessoas.

A embriaguez no volante é uma das principais responsáveis pelas mortes no trânsito em todo o Brasil. Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde em 2013 mostra que aproximadamente 21% dos acidentes registrados no país estão relacionados ao consumo de álcool.

Então, nada de sair por aí dirigindo embriagado. Pegue um táxi, use um aplicativo de corridas, vá de carona ou faça uso do transporte público. É para a sua segurança e das pessoas ao seu redor.

8. O clima da partida é tenso…

Durante os jogos, ficamos muito tensos. Fazemos movimentos repetitivos com as mãos e com os pés e a apreensão muitas vezes faz com que fiquemos com os músculos doloridos, especialmente no pescoço e nos ombros.

Nos casos em que isso acontece, é possível aliviar a dor e a tensão através de práticas simples, como:

  • Alongamento: alongar os músculos ajuda a reduzir a dor e a tensão;
  • Compressa de água morna: essa prática ajuda a aumentar a circulação sanguínea, relaxar os músculos e aliviar a tensão;
  • Massagem: uma boa massagem pode ajudar a diminuir processos inflamatórios e promover uma recuperação mais rápida;
  • Exercícios: assim como alongamentos, os exercícios ajudam a minimizar as dores e a aumentar a flexibilidade dos músculos

9. Tire a mão da boca, menino!

Muita gente tem a mania de roer as unhas. Acontece que essa prática não é nada saudável, além de ser pouco higiênica. O hábito prejudica a aparência das mãos e, além de danificar essa parte do corpo, pode afetar a saúde dos dentes e da gengiva.

Existem várias maneiras de parar de roer as unhas. Confira algumas:

  • Mantenha a boca ocupada: ao chupar uma bala ou mascar um chiclete, você mantém as mãos ocupadas e evita levar a mão à boca;
  • Faça as unhas semanalmente: quando as unhas estiverem curtas e feitas, você vai sentir pena de estragar o trabalho feito em casa ou no salão;
  • Lixe as unhas: muitos sentem vontade de roer por conta de uma ponta quebrada. Você pode substituir um hábito pelo outro;
  • Hidrate bastante as unhas e as cutículas: dessa forma, as unhas vão crescer mais fortes, evitando que aquela ponta quebrada apareça;
  • Aplique unhas postiças: as unhas autocolantes são uma ótima maneira de evitar morder suas unhas enquanto elas estão crescendo.

Competições esportivas trazem muitas emoções, especialmente para nós, os brasileiros. Mas, mesmo com todo o nervosismo e emoção, é possível curtir esses momentos com saúde e bem-estar!

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