Um paciente portador do vírus HIV, morador de Londres no Reino Unido, pode ter sido curado da doença após ter realizado um transplante de células tronco.

A informação foi publicada na revista Nature, no qual mostrou o caso desse paciente que era portador do vírus da AIDS, e cujo nome não foi divulgado.

Ele recebeu o diagnóstico da infecção pelo vírus HIV ainda em 2013, um ano depois de ser diagnosticado com linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que afeta as células do sistema linfático.

E como o paciente não respondia aos tratamentos convencionais, os médicos recomendaram que fosse feito o transplante da medula óssea, já que esse procedimento ou é indicado quando o estágio do paciente é avançado e já não responde aos outros tratamentos ou quando o câncer reincide.

O que chamou a atenção para esse caso foi que os médicos encontraram um doador de medula óssea com uma mutação genética capaz de mudar o sistema imunológico do receptor, proporcionando uma proteção natural contra o vírus do HIV.

Segundo o estudo, o paciente já está há 18 meses sem sinais do vírus no organismo e já não toma mais os medicamentos que usava antigamente para controlar a infecção pelo HIV.

Para alguns cientistas, contudo, esse resultado não significa que o paciente esteja curado, mas que houve uma remissão, isto é, fase da doença em que não há sinais de atividade da doença.

O primeiro caso de remissão de HIV

Um episódio parecido já era conhecido pela área médica há 12 anos atrás, quando um outro paciente, de Berlim, foi diagnosticado com leucemia e precisou passar por quimioterapias.

Porém, esses tratamentos não deram resultado e os médicos o encaminharam para fazer dois transplantes de medula óssea.

É nesse ponto em que os casos ficam muito semelhantes. O paciente de Berlim também recebeu uma medula em que o doador também tinha uma mutação genética na mesma proteína, a CCR5. Este homem, o Timothy Ray Brown, hoje é considerado curado da doença.

É considerado cura ou não?

Apesar do resultado do caso desse paciente de Londres, a descoberta ainda não é considerada a cura do vírus, pois os cientistas ainda se referem ao quadro como uma remissão de longo tempo e que não garantem que o vírus não retornará. Além disso, não é um tratamento possível a todos os pacientes portadores do HIV.

No entanto, já é um caso considerado promissor na busca pela cura do HIV e abre um espaço maior para pesquisa nessa área e dá um sentimento de esperança aos portadores da doença.


Segundo o programa das Nações Unidas, que atua no combate a AIDS (UNAIDS), em 2017, 1,3 milhão de pessoas morreram por doenças relacionadas ao vírus do HIV em todo o mundo.

É extremamente importante se prevenir e estar atento as medidas e campanhas adotadas pelas entidades de saúde para diminuir esse número.

Fonte: Nature

Minuto Saudável: Somos um time de especialistas em conteúdo para marketing digital, dispostos a falar sobre saúde, beleza e bem-estar de maneira clara e responsável.

Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *