Anelise Wickert (Minuto Saudável)
16/04/2019 14:27

EUA estuda regulamentar canabidiol em alimentos e bebidas

A maconha medicinal é liberada para tratar doenças graves como esclerose múltipla, epilepsia e esquizofrenia em muitos lugares.

Mas a Agência Federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (FDA, sigla em inglês) pretende discutir, no fim de maio, a possibilidade de usar o canabidiol (derivado da maconha) também em alimentos e bebidas.

Os especialistas ainda não sabem quais são efeitos do consumo em longo prazo, nem as quantidades seguras que devem ser aplicadas nos alimentos para que estes não percam suas propriedades nutritivas.

Nos Estados Unidos, o uso em medicamentos e alguns suplementos de vitaminas pode ser feito e, segundo as autoridades, o objetivo não é promover o uso, mas sim possibilitar que os produtos tenham certificação de qualidade.

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Mesmo que o primeiro passo seja dado neste futuro encontro, a substância polêmica ainda vai levar bastante tempo até que seja realmente usada em alimentos, acreditam os representantes da FDA.

Nos Estados Unidos, a maconha é legalizada em 28 dos 50 estados. Outros países como: Canadá, Israel e Chile também permitem o cultivo e comércio da planta.

Canabidiol no Brasil

O Canabidiol, também conhecido como CBD, é um princípio ativo da maconha. Geralmente, é encontrado em forma de óleo, mas não há uma maneira correta de consumi-lo.

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Em 2015, esse extrato, que era totalmente proibido no Brasil, foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para ser usado medicinalmente.

Apesar de ser derivado da cannabis, o canabidiol não possui efeitos psicoativos.

Algumas ONGs e pessoas são autorizadas, legalmente, a cultivar a planta para ser utilizada com fins medicinais. Para isso, é feito um controle de quem produz e quem compra. Os consumidores devem ter laudo médico que comprove a necessidade da erva.


Ainda se deve analisar e discutir a liberação do canabidiol como parte da alimentação e quais os amparos legais para a fiscalização.

Fonte: CNN

16/04/2019 15:26

Anelise Wickert (Minuto Saudável)

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