Os chamados testes rápidos para a detecção do vírus do HIV, disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tiveram uma parte das pastas com kits de autoteste bloqueadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Essa mudança aconteceu devido a relatos de problemas na finalização do resultado de 2 lotes, contendo aproximadamente 4 mil testes em cada.

Segundo a entidade, como medida preventiva, foi necessário a suspensão temporária dos testes.

Essa nova ordem é somente para alguns estados e municípios do Brasil que receberam as pastas que apresentaram defeito, como ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Porto Alegre, Manaus, Campinas, Santos, Piracicaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo.

Uma outra recomendação feita pelo Ministério da Saúde é de que as pessoas que irão fazer o teste da rede pública fiquem atentos a linha de controle. De maneira geral, deve-se ir ao local onde pegou o aparelho para que seja feita um outro teste de diagnóstico.

Como funciona o autoteste?

O autoteste é feito pelo próprio usuário, que realiza a coleta do fluido oral (saliva) ou uma pequena amostra de sangue que funciona como um indicador da presença dos anticorpos contra o HIV.

Antes de realizar o teste, as pessoas devem ficar atentas ao que os médicos chamam de janela imunológica, que é tempo suficiente que o corpo leva para produzir os anticorpos (30 dias logo após ser infectado).

Se for feito o teste nesse período, é provável que ele apresente resultados negativos. Portanto, recomenda-se ao paciente espere passar esse tempo e que refaça o teste assim que for possível.


Desta maneira é possível ter mais segurança na hora do diagnóstico, para que ele não tenha um falso resultado que possa comprometer a sua saúde.

Como o aparelho indica os resultados?

O aparelho é capaz de indicar se o usuário é reagente ou não reagente ao vírus do HIV, mas ainda não é um resultado definitivo.

Se o teste der como reagente, é preciso que a pessoa se dirija até uma rede de saúde para que possa ser feito outros exames para confirmar ou não o resultado, com a ajuda de um profissional da saúde.

Investigação sobre os autotestes com defeito

As pastas contendo os kits com defeito que foram enviados para os estados citados acima abriram uma possível probabilidade de investigação sobre outros lotes.

Segundo a ANVISA, essa verificação já está acontecendo em amostras de outros lotes com kits de autoteste.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 milhão de pessoas morrem pela infecção do vírus do HIV, anualmente.

Além disso, apenas 70% das pessoas portadoras de HIV sabem do seu estado de infecção pelo vírus HIV, o que reforça a importância do uso de métodos de prevenção.

Fonte: Ministério da Saúde


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