2016 passou, porém algumas doenças presentes nele permaneceram entre a nossa população. De fato, o ano teve diversas mudanças em diversos fatores, como políticos e econômicos, e, com relação a saúde, muitas doenças se desenvolveram mais do que deveriam, ocasionando surtos e aumentando a preocupação dos especialistas da área.

Confira neste artigo quais foram as doenças que mais chamaram a atenção no último ano.

1. Gripe H1N1

Após a pandemia que ocorreu nos anos de 2009 e 2010 em todo o mundo, o Brasil sofreu com um novo surto da doença no último ano. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Gripe H1N1 não é apenas comum nos meses frios, tanto é que, em abril, os casos da doença já eram responsáveis por metade de todos os casos de gripe no país.

Dentre os sintomas apresentados estão febre acima de 38ºC, dores no corpo, dores de garganta e de cabeça, tosse seca, fadiga e calafrios. Além deles, algumas pessoas também apresentam quadros de diarreia e vômito. Ao sinal de qualquer um desses sintomas, o ideal é se consultar com um médico especialista – clínico geral, infectologista ou pneumologista.

A Gripe H1N1 pode ser tratada através do uso de medicamentos como o Tamiflu ou Relenza. Com relação à prevenção, há a possibilidade da vacinação, além de ficar atento aos cuidados de higiene, tais como:

  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Lavar bem as mãos com água e sabão;
  • Esterilizar as mãos com álcool em gel;
  • Manter hábitos saudáveis;
  • Usar máscaras de proteção, caso ache necessário.

2. Sífilis

Algumas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), mais ao final do ano, começaram a chamar atenção pelo aumento do número de casos não só no Brasil, mas no mundo inteiro. De acordo com um relatório realizado pelo Centro de Controle de Doenças (CDC), houve um aumento significativo nos casos de sífilis, gonorreia e clamídia nos EUA. Porém, aqui em nosso país o foco maior foi para a sífilis.

Causada pela bactéria Treponema pallidum, a doença é um mal silencioso, pois o patógeno pode permanecer no corpo do infectado por décadas para só depois se manifestar. Após a manifestação, a sífilis pode ter três estágios, onde cada uma possui sintomas diferentes entre si:

Sífilis primária

Após 3 semanas do contágio, pequenas lesões avermelhadas aparecem nos órgãos genitais e que desaparecem após 4 ou 5 semanas.

Sífilis secundária

Após 6 ou 8 semanas do desaparecimento das lesões primárias, novas lesões surgem, só que dessa vez espalhadas pela pele e nos órgãos internos do corpo.

Sífilis terciária

Quando a sífilis não é curada espontaneamente após o segundo estágio, sintomas como lesões maiores, dor de cabeça constante, náuseas e vômitos, convulsões e AVC podem aparecer.

Uma vez diagnosticada, a doença pode ser tratada com o uso de alguns medicamentos, como Benzetacil, Doxiciclina e Eritromicina. Com relação à prevenção, a maneira mais adequada é o uso de preservativo na relação sexual.

Doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti

Proveniente da África, o mosquito pertencente à família Culicidae está, atualmente, presente no mundo todo, principalmente nas áreas tropicais e subtropicais. Conhecido por ser o transmissor do vírus da dengue, descobriu-se que o mosquito pode transmitir mais outros dois vírus: zika e chikungunya.

Os motivos que o levam a conseguir transmitir tantos vírus assim – que, além dos já citados, também pode ser o da febre amarela – é o fato de que o Aedes aegypti se especializou em dividir o espaço com o homem. Aliás, para ele sobreviver, é necessária a aglomeração humana.

O mosquito prefere água limpa e parada para se proliferar, porém a falta dela não o impede de colocar os seus ovos. Qualquer objeto ou local serve de criadouro, inclusive os secos – os ovos ficam inertes por até um ano e, ao primeiro contato com a água, desenvolvem-se rapidamente, geralmente em um período de sete dias. Portanto, para evitar que os focos propícios à reprodução do mosquito existam, elimine os locais que contenham água parada e se utilize de inseticidas para que o mosquito não te pique.

Abaixo, entenda sobre as três principais doenças que o mosquito pode transmitir e que precisam de um certo cuidado para que não sejam transmitidas cada vez mais.

3. Dengue

Considerada como um dos principais problemas da saúde pública do mundo, a dengue é uma doença viral e febril transmitida pelo mosquito fêmea do Aedes agypti através de sua picada. Porém, há relatos também de transmissão vertical (isto é, da mãe para o bebê) e transfusão de sangue.

Dentre os sintomas, a doença pode ser assintomática, assim como pode causar risco à vida do paciente. Um dos primeiros sintomas, quando presentes, é a febre alta (em torno de 39ºC a 40ºC) repentina e com duração de dois a sete dias. Além dele, dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza e dor atrás dos olhos também podem aparecer, o que acaba “ajudando” para um diagnóstico errado, já que muitas vezes os sintomas da dengue são confundidos com os da gripe.

Como a doença não possui um tratamento específico, o que geralmente é tratado são os sintomas que ela apresenta. O principal conselho que os médicos dão é o de se manter sempre hidratado. Já para as dores, medicamentos como o Paracetamol são receitados e os que são à base de ácido acetilsalicílico não devem ser utilizados.

Os casos de dengue que não são tratados adequadamente podem gerar complicações, como desidratação grave, hemorragia digestiva, insuficiência hepática e, inclusive, a morte.

4. Zika

Também transmitido pelo Aedes agypti, o vírus da zika foi identificado pela primeira vez em macacos, no ano de 1947. Em humanos, ele foi identificado alguns anos mais tarde, especificamente em 1952, na Uganda e na República Unida da Tanzânia. Surtos do zika foram registrados em países da África, das Américas, da Ásia e também no Pacífico.

Seus principais sintomas são febre ligeira, erupções cutâneas, conjuntivite, dores no corpo, mal-estar e dor de cabeça. A duração de todos também é de dois a sete dias – assim como na dengue – e o tratamento se baseia na ingestão de muito líquido e bastante repouso. Para controlar as dores e a febre, indica-se o uso de antitérmicos e analgésicos, como o Paracetamol e o Ibuprofeno.

Quando a infecção pelo vírus se dá durante a gravidez, sérios problemas podem ser desenvolvidos no feto, fazendo com que a criança nasça com microcefalia (ou seja, sua cabeça é bem menor quando comparada às de outras crianças de mesmo sexo e idade) ou com a Síndrome de Guillain-Barré.

5. Chikungunya

Vírus descoberto mais recentemente, o chikungunya foi detectado pela primeira vez em 2013 nas ilhas do Caribe. Acredita-se que ele tenha se espalhado para outras partes do globo por conta de viajantes que, eventualmente, estavam infectados. Ainda não há nenhuma forma de tratamento e de prevenção para a doença, portanto a única maneira de preveni-la é evitar as picadas do mosquito.

Seus sintomas são semelhantes aos da dengue e do zika (febre e dores no corpo) e duram entre três e sete dias. Para tratá-los, recomenda-se repouso, ingestão de líquidos, uso de medicamentos como Paracetamol e evitar as picadas de mosquito na primeira semana em que a doença se manifestar.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.


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Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aedes_aegypti
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/12/por-que-o-mosquito-aedes-aegypti-transmite-tantas-doencas.html
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/zika/pt/
https://www.cdc.gov/zika/healtheffects/index.html
https://www.cdc.gov/chikungunya/index.html

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