Eduardo (Minuto Saudável)
13/02/2019 15:14

Anticorpos contra dengue podem ajudar na prevenção do Zika vírus

Os surtos de dengue, chikungunya e Zika no país têm chamado atenção de autoridades como a Organização Mundial da Saúde este ano. Só em São Paulo foram registrados 250 municípios em alerta para essas doenças.

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Os casos ainda estão sendo investigados, mas o principal motivo desses acontecimentos deve-se a época do ano, com muitas chuvas e temperaturas acima da média, que contribuem para o surgimento do transmissor, o Aedes Aegypti.

Porém, uma pesquisa feita em parceria entre a Yale School of Public Health e University of Florida, publicada na revista periódica Science Daily, mostrou que as pessoas que possuem anticorpos para o vírus da dengue podem estar mais protegidas contra o vírus da Zika.

Segundo o estudo, que observou cerca de 1.500 pessoas de áreas de risco no Brasil, as pessoas que já tiveram dengue ou que já estão imunizadas por vacinas anteriores têm anticorpos protetores da doença, fazendo com que diminua os riscos de uma infecção pelo vírus da Zika.

A pesquisa foi feita a partir de dados levantados entre outubro de 2014 e março de 2015 no Brasil, em áreas carentes da cidade de Salvador, na Bahia, que foram afetadas pela dengue.

Os pesquisadores compararam os diferentes estágios da doença no país e, pela pesquisa, foi observado que quanto maior a imunidade ao vírus da dengue, menor o risco de infecção pelo zika. Isso acontece devido a produção de anticorpos do organismo, que é capaz de duplicar esse protetores.

Essa proteção é conhecida como proteção cruzada e, de acordo com o estudo, é responsável por reduzir em até 9% as chances do paciente contrair o vírus da Zika.

Público mais vulnerável

No estudo, pacientes que tiveram uma infecção recente de dengue eram os mais vulneráveis ao vírus da Zika. Segundo os pesquisadores, existem várias teses possíveis para que isso aconteça. O tempo em que o paciente foi infectado pela dengue é uma delas.

Por exemplo, se o caso for muito recente, os pacientes que tiveram a doença podem estar mais vulneráveis para contrair a zika, já que o corpo dessas pessoas ainda não foi capaz de gerar os anticorpos, deixando o organismo sem uma barreira de defesa para um novo vírus.

Há também a possibilidade de existir uma variação no sistema imunológico do paciente que aumente os riscos de uma nova infecção outra doença, sendo necessários outros estudos acerca disso.

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Por último, por se tratar de um mesmo vetor (Aedes Aegypti), os especialistas sugerem que se infectado pela dengue uma vez, o paciente estará em uma área de risco da doença, já que existe a presença do mosquito ali.

Com essa descoberta, há uma perspectiva do estudo se desenvolver para outros ensaios para estudar se a vacina usada contra a dengue pode ser aproveitada também na prevenção do zika, já que não existe ainda uma vacina específica para a doença liberada para uso em humanos.

Enquanto as autoridades pesquisam sobre novas maneiras de reduzir essas infecções, as pessoas devem se prevenir eliminando os locais de reprodução do Aedes Aegypti.

Para isso, as pessoas devem evitar água parada, manter os potinhos com plantas sempre com areia, deixar o lixo bem fechado e usar repelentes e telas de proteção. Apesar de serem medidas convencionais, são eficazes na prevenção.


Dengue e zika vírus são infecções que podem ser facilmente contraídas no Brasil pelo clima tropical que favorece a proliferação do mosquito.

Por isso, é importante estar atento às visitas da prefeitura e às medidas de controle do mosquito em possíveis áreas de risco.

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Fonte: Science Daily

13/02/2019 16:12

Eduardo (Minuto Saudável)

Redator, é estudante de Jornalismo pela Uninter. Escreve notícias sobre saúde e bem-estar.

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