O câncer de mama triplo negativo é o tipo de câncer mais letal, sendo responsável pela metade das mortes atribuídas à doença, em que a maioria é de mulheres jovens.

Esse tipo de câncer é o mais agressivo porque é o que tem maiores chances de metástase, ou seja, de se espalhar para outras partes do corpo além da parte já afetada.

Alguns elementos moleculares (oncogenes) contaminam as células boas e as transformam em células “ruins”. O maior desafio é combater essas células cancerígenas sem prejudicar as saudáveis.

E foi justamente isso que uma pesquisa fez. Os estudiosos descobriram que a clofazimina (antibiótico) pode interromper a progressão do câncer de mama triplo.

A clofazimina tem mais eficácia se utilizada juntamente com a doxorrubicina.

Enquanto o primeiro medicamento impede a reprodução das células cancerígenas, o segundo químico inibe o crescimento das mesmas.

Produzida em todos os continentes, essa substância é fácil de ser encontrada e é um medicamento essencial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até então, essa doença não reagia a nenhum tipo de tratamento. Com a nova descoberta, novas formas de combater o câncer de mama triplo negativo podem ser desenvolvidas futuramente.


Essa descoberta foi feita in vitro. O próximo passo, dizem os cientistas, é fazer novos testes com pacientes voluntários.

O estudo foi feito na universidade de Genebra, na Suíça e publicado no jornal Cancer Letters.

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Câncer de mama triplo negativo

O câncer de mama triplo negativo, como os outros tipos, pode ser desencadeado por uma série de fatores, entre eles: sexo (ser mulher), idade (ter mais de 45 anos), histórico familiar, obesidade e tabagismo.

A doença recebe esse nome porque não é classificada em nenhum dos três biotipos comuns de câncer de mama (receptor de estrógeno, receptor de progesterona e proteína HER-2).

O diagnóstico é feito pelo exame de mamografia. Quantos antes for descoberto e tratado, maiores as chances de cura. Em caso de dúvidas, procure um ginecologista.


O câncer de mama triplo negativo foi combatido por um antibiótico de fácil acesso, em um teste in vitro (laboratório). Outros testes, especialmente em humanos, devem ser feitos antes desse medicamento ser receitado como forma de tratamento.

Mesmo assim, esse é mais um exemplo de como a ciência vem evoluindo para combater os vários tipos de câncer.

Fonte: Science Daily


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