Eduardo (Minuto Saudável)
22/01/2019 18:00

10 ameaças globais à saúde que preocupam a OMS em 2019

Uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) pretende combater doenças e fatores que podem ameaçar o mundo nos próximos anos. O plano, que leva o nome de 13th General Programme of Work (13º programa geral de trabalho, em tradução livre), terá duração de cinco anos.

O objetivo é garantir que pelo menos um bilhão de pessoas ao redor do mundo tenha acesso a cobertura universal de saúde, para uma melhor qualidade de vida e bem-estar.

A divulgação do novo plano estratégico surge como uma resposta para atuais problemas mundiais na área da saúde, que vão desde os surtos de doenças aos impactos ambientais.

Confira as 10 ameaças que vão ser priorizadas pela OMS:

Relutância para a vacinação

A falta de vacina por parte da população tem causado grande retrocesso na imunização de doenças evitáveis, como é o caso do sarampo, que mundialmente teve um aumento de 30% nos casos.

Vacinas têm sido alvo de fake news sobre possíveis danos ao organismo. Falsas informações sobre ela, assim como movimentos antivacinas, estão impedindo as pessoas de ficarem imunes à várias doenças.

Frases como: “a vacina é mortal”, “não vacine seus filhos” e “essas doses já mataram milhares” são amplamente encontradas nas redes sociais.

Para combater as notícias falsas como essas, entidades como o Ministério da Saúde disponibilizam serviços para melhor informar sobre os efeitos da vacina.

Além disso, fontes confiáveis têm sido fundamentais no combate às fake news, como é o caso do site Minuto Saudável, que investiga as informações e esclarece se o que circula na internet é verdadeiro ou falso.

Leia mais: Minuto Investiga: tomar vacina pode causar autismo?

Nova pandemia de gripe

O termo pandemia significa uma epidemia em grande proporções (tanto em número de pessoas envolvidas quanto em área geográfica) e atinge diversos países geralmente de forma simultânea.

O vírus Influenza, que tem facilidade para ser transmitido, já causou graves danos ao longo dos anos, incluindo a gripe asiática. Por apresentar altas taxas de mutação, às vacinas contra o vírus são reformuladas anualmente, a fim de evitar novos surtos.

Leia mais: H3N2: o novo vírus da gripe. Conheça os sintomas, vacina e mais

Resistência aos antibióticos

A capacidade de mutação de bactérias tem chamado atenção há alguns anos pelo fato destes microrganismos terem se tornado resistentes à medicamentos. Isso ocorre especialmente pelo uso excessivo e desnecessário de antibióticos, criando superbactérias que não respondem bem aos tratamentos convencionais.

Com isso, a vulnerabilidade das pessoas só aumenta, já que voltamos a ser alvo de doenças controladas, como a tuberculose e gonorreia.

Leia mais: Mau uso de antibióticos cria superbactérias que podem matar

Poluição do ar e mudanças climáticas

A ONU estima que entre 2030 e 2050 as mudanças climáticas irão causar cerca de 250 mil mortes a mais por ano, devido a malária, diarreia, desnutrição e estresse por calor.

Isso porque muitas das doenças que mais causam mortes têm seu risco aumentado por conta das altas temperaturas, que contribuem para a proliferação de agentes transmissores de doenças e favorecem condições como a desidratação.

Somada à essas alterações, a poluição do ar também é um forte fator de risco. Cidades com um grande número de indústrias, grande fluxo de carros e uso elevado de agrotóxicos na agricultura reúnem a maioria das mortes por problemas respiratórios.

Tudo isso ocorre devido a queima de combustíveis fósseis, que podem causar sérios riscos à saúde, pois os diversos poluentes microscópicos no ar podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando os pulmões, coração e cérebro.

Dengue

A doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti também está na lista da OMS.

Os casos vem se espalhando e chegando a lugares onde anteriormente não existiam indícios da doença. O mosquito que é mais característico em países tropicais, está invadindo áreas mais temperadas.

Isso aumenta as preocupações de que futuramente qualquer ambiente possa ser favorável para a procriação do mosquito.

Leia mais: Conheça mais sobre os vírus da dengue, zika e chikungunya

HIV

Apesar das inúmeras campanhas preventivas e dos avanços no combate ao HIV, segundo a OMS, a cada ano cerca de 1 milhão de pessoas morrem pela infecção do vírus.

Um dos motivos dos altos índices se deve ao fato de muitas pessoas que fazem parte dos grupos de risco serem excluídas dos serviços de saúde.

A entidade de saúde trabalha para alertar as pessoas a fazerem o teste de detecção da doença como um passo importante para deter a disseminação do HIV e eliminar a AIDS.

Leia mais: Quais os sintomas do HIV e AIDS? Iniciais (fase aguda), na pele

Doenças crônicas não transmissíveis

Apesar de não transmissíveis, doenças crônicas como diabetes, hipertensão e câncer matam mais de 41 milhões de pessoas todos os anos.

Existem alguns fatores que favorecem seu desenvolvimento, incluindo alimentação inadequada e tabagismo. Mas a real preocupação é com a inatividade física, fator de risco que tem aumentado os números de obesidade no mundo e influenciado aspectos da saúde mental.

Leia mais: 11 dicas para prevenir o câncer e combater os fatores de risco

Cenários de fragilidade ou vulnerabilidade

Segundo a OMS, 22% da população mundial vive em locais vulneráveis, com crises prolongadas que envolvem seca, fome, conflitos e deslocamento populacional.

Nesses cenários, os serviços de saúde são mais frágeis, deixando a população sem acesso às condições básicas de saúde.

Ebola

A doença que já era tida como controlada, apresentou novos casos de surtos e também está na lista de ameaças para 2019. De 26 de dezembro de 2018 até o dia 15 de janeiro deste ano, já foram constatados 79 casos de ebola na República Democrática do Congo. E o risco de disseminação nacional e regional já é considerado alto.

O que faz com que a ebola a seja preocupante é o fato do surto acontecer de maneira crítica em regiões onde a saúde pública é precária, aumentando os riscos de morte.

Atenção primária de saúde mais frágil

Principal requisito do combate às doenças, o atendimento primário é considerado pela OMS como necessário para atingir a meta universal no controle das ameaças.

Através do cuidado médico, é possível evitar uma série de doenças como câncer, pressão alta e diabetes. Porém, muitos países não possuem instalações adequadas para os pacientes, sendo mais um fator de risco no agravamento dos problemas de saúde.


No mundo moderno os desafios à saúde pública são muitos. Para manter a população protegida é importante detectar rapidamente uma ameaça, seja ela uma doença ou um fator social.

Isso exige um apoio muito grande entre as entidades de saúde mundiais para que se realize diversas ações de contenção.

Fonte: OMS

16/04/2019 17:24

Eduardo (Minuto Saudável)

Somos um time de especialistas em conteúdo para marketing digital, dispostos a falar sobre saúde, beleza e bem-estar de maneira clara e responsável. Confira mais na nossa página de quem somos.

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado Campos obrigatórios estão marcados*