Valendo a partir de 1º de abril, o reajuste anual dos medicamentos foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Segundo a entidade, o reajuste, feito anualmente, permite mais transparência no que é cobrado pelas farmácias e estimula a competitividade da indústria de medicamentos. Esse ano, a taxa terá um aumento de até 4,33%.

A porcentagem já tinha uma estimativa média a ser seguida. Em fevereiro, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), disse que o aumento poderia ser até maior, cerca de 4,46%.

Mas somente na segunda-feira (01), o CMED definiu a porcentagem de 4,33%, dentro do número estipulado pela Interfarma.

Vale lembrar que o aumento não é feito de forma automática nos preços. Ou seja, não significa que os remédios vão subir obrigatoriamente.

Segundo o Ministério da Saúde, o reajuste é apenas um teto permitido. Cada empresa farmacêutica pode escolher um percentual dentro dessa faixa, de acordo com a sua estratégia comercial.

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Como é feito o reajuste?

O reajuste é um cálculo usado para corrigir os preços dos medicamentos de forma igualitária anualmente.

Ele geralmente é feito levando em consideração alguns fatores que podem implicar no valor, como a inflação dos últimos 12 meses, a produção de medicamentos em indústrias, o câmbio e a tarifa de energia elétrica.

E valem para aqueles medicamentos que precisam de receita para serem vendidos.

Além disso, alguns grupos de medicamentos têm tetos de ajuste diferentes — mas todos dentro dessa faixa de, no máximo, 4,33%.

Isso porque é levado em consideração as diferentes saídas no mercado, seja ela alta, moderada ou de baixa concorrência. Ou seja, quanto mais empresas ou marcas fabricando, maior a concorrência.

Remédios como omeprazol e pantoprazol participam do grupo de alta concorrência, pois há diversas marcas, incluindo genéricos, disponíveis. Esses podem ter o reajuste máximo de até 4,33%.

cetoconazol e tramadol, que são antifúngicos e participam do grupo de concorrência moderada têm um aumento um pouco menor em relação ao primeiro.

Os de baixa concorrência, ou de concorrência concentrada, como betametasona e dexametasona, têm o menor reajuste da categoria.


Segundo o Ministério da saúde, as empresas que não cumprirem com os preços dentro do reajuste, ou aumentarem a porcentagem de forma maior que a estabelecida, pode pagar multa de até 9,7 milhões.

Fonte: EBC

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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