A alergia a alguns alimentos, como ovo, leite, soja, frutos do mar e trigo, é comum em crianças, adolescentes e até mesmo em adultos.

Essa condição limita a ingestão de alguns tipos de alimentos e pode ser bastante incômoda na hora de preparar refeições.

Tudo isso acontece porque o sistema imunológico reage exageradamente a substâncias inofensivas e libera anticorpos no sangue, causando as reações alérgicas.

Em alguns casos, o paciente deve tomar o remédio antialérgico recomendado pelo médico para conter os sintomas da alergia.

A imunoterapia

Algumas alergias alimentares contam com uma outra opção para diminuir a sensibilidade: as chamadas imunoterapias.

Basicamente são aplicações do alérgeno, em quantidades extremamente pequenas, no paciente, fazendo com que o organismo consiga se acostumar e parar de reagir ao produto.

Gradualmente, doses mais altas do alérgeno vão sendo dispostas pelo médico, para que o organismo suporte quantidades cada vez maiores sem reagir alergicamente.

Então é aí que entra o resultado de um estudo sobre os efeitos da dessensibilização, apresentado na American Academy of Allergy, Asthma and Immunology em São Francisco, nos EUA.

A pesquisa avaliou a eficácia da terapia de dessensibilização em pacientes com alergia ao ovo. Os resultados demonstram que o procedimento tem bons resultados e pode reduzir significativamente a sensibilidade ao produto.

Mesmo nos casos em que o paciente não fica completamente livre da alergia, é possível que ele consiga consumir doses pequenas sem sofrer nenhum sintoma.

Mas alguns estudos sugerem que a terapia precisa ser contínua. Ou seja, se o paciente interrompe a exposição gradual ao agente alergênico, é provável que ele volte a manifestar hiperreação quando entrar em contato.

Como foi feito o estudo?

O estudo reuniu 55 pacientes, com idades entre 5 e 11 anos, com alergia ao ovo. Eles foram divididos em dois grupos para que recebessem dois tipos de substância: ovo ou placebo.

Como procedimento padrão da imunoterapia, e como já citamos acima, conforme os pacientes foram perdendo a sensibilidade os cientistas aumentam os alérgenos na dosagem.

Pelos resultados da pesquisa, após 5 anos de tratamento, 50% dos pacientes não tiveram mais reações alérgicas causadas pelo ovo, inclusive podendo ingerir até 10 gramas (cerca de 2 colheres) de ovos cozidos sem manifestar qualquer sintoma.

Cerca de 28% chegou a ser dessensibilizado por completo, mas 22% dos participantes não foram dessensibilizados.

Isso significa que a OIT tem potencial para ajudar principalmente crianças e jovens que sofrem com alergia alimentares de maneira geral.

Segundo a Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia, a terapia para aliviar a alergia aos alimentos poderá ser aprovada entre 2019 e 2020.


Alergias alimentares são mais comuns na infância e podem reaparecer na fase adulta, mas as chances de serem eliminadas ainda quando criança é maior.

Por isso, é importante avanços nessa área que aumentem a qualidade de vida de quem passa por esse problema.

Fonte: Science Daily

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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