Anelise Wickert (Minuto Saudável)
29/03/2019 16:23

Adesivo cardíaco poderá funcionar como um coração

Um grupo de pesquisadores está desenvolvendo um adesivo de células tronco feito com vasos sanguíneos feitos com biomaterial.

O principal objetivo do experimento é transformar esse adesivo em um coração. Se isso for feito com êxito, alguns problemas cardíacos podem ser tratados ou melhorados com o adesivo.

Os investigadores presumem que o adesivo, por ser totalmente biológico (com células-tronco), poderia ajudar um coração “de verdade” a recuperar-se de um infarto, por exemplo.

Além de problemas cardíacos, ele está sendo projetado para ajudar o processo de cicatrização, queimaduras, feridas crônicas e problemas em músculos esqueléticos.

O próximo passo desse estudo é implementar a tecnologia em animais, analisar os resultados e ver se há os mesmos efeitos em seres humanos, com o objetivo de aprimorar a forma de transplantar corações.

Leia mais: Atividades leves ajudam a diminuir o risco de problemas do coração

Como funciona um coração?

O sistema vascular é responsável por trazer nutrientes e oxigênio para outras partes do corpo (órgãos e tecidos). Os microvasos (veias bem pequenas e finas) são importantes e, para serem bem utilizados, precisam ser densos e bem alinhados.

Por isso, o principal desafio dos cientistas é justamente desenvolver esses microvasos em tamanho adequado o suficiente para transportar sangue.

O problema é que para serem fortes o suficiente e suportarem a pressão do sangue, essa estrutura necessita de um material que, até agora, não pode ser produzido.

Quando a estrutura é forte o suficiente, ela também é muito maior do que os microvasos de um coração natural.

Por isso, os pesquisadores ainda estão buscando opções.

O estudo foi feito a Universidade de Michigan, nos Estados Unidos e publicado a revista Theranostics.


Mais uma vez, a medicina tecnológica está usado outras áreas de conhecimento (nesse caso, a engenharia) para melhorar a saúde das pessoas e até salvar vidas. O adesivo, quando lançado, poderá ser utilizado como forma de tratamento para muitas doenças.

Fonte: Science Daily

18/04/2019 14:57

Anelise Wickert (Minuto Saudável)

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