Minuto Saudável
18/01/2019 17:48

Abortos recorrentes podem estar ligados a má qualidade do esperma

Uma pesquisa publicada na revista Clinical Chemistry, em janeiro deste ano, sugere que a qualidade do esperma (sêmen) pode estar diretamente ligada as causas do aborto de repetição.

Segundo os pesquisadores britânicos do Imperial College London, o estudo contribui para uma série de outras pesquisas que sugerem que aspectos da saúde reprodutiva do homem podem determinar o andamento da gravidez.

A investigação contou com a participação de 50 casais, cujas mulheres sofreram três ou mais abortos espontâneos (antes das 20 semanas de gestação). Então, a qualidade do sêmen de cada homem foi comparada com a de 60 voluntários cujas parceiras não haviam sofrido aborto.

O resultado questiona aquilo que a maioria das outras pesquisas focam — as causas de aborto recorrente costumam ser avaliadas sob o aspecto feminino, relacionando o problema com infecções ou outras condições da mulher.

Mas, nos resultados desta nova pesquisa, foi visto que o sêmen de homens cuja parceira tem histórico de aborto tinha quatro vezes mais danos no DNA do que aqueles em que a mulher não sofreu interrupção da gestação.

A suspeita é de que esses danos podem ter sido causados pelas chamadas espécies reativas de oxigênio, que são moléculas que protegem o espermatozoide de bactérias e infecções. Porém, quando encontradas em grandes concentrações, elas podem causar danos significativos no sêmen.

A dúvida agora entre os cientistas é sobre o que pode causar o aumento dessas moléculas. Isso pode ser um ponto de partida para novos tratamentos.

Leia mais: O que é Espermograma, para que serve, como é feito e resultados

Entenda o que é o aborto de repetição

O aborto de repetição é quando ocorre três ou mais perdas gestacionais de maneira seguida.

É um problema comum em casos de gravidez em mulheres acima dos 35 anos. Isso porque a possibilidade de malformações e anomalias fetais aumentam a partir dessa idade, o que podem levar ao aborto espontâneo.

Boa parte das perdas gestacionais ocorrem por erros da divisão celular, ou seja, os cromossomos acabam não se separando adequadamente no momento da fecundação.

Geralmente os sintomas se iniciam com um sangramento leve ou moderado, que pode ser acompanhado de dores abdominais (como cólicas) e dor nos rins.

Isso pode acontecer antes mesmo da mulher saber que está grávida, gerando risco de infecções graves se o problema não for tratado corretamente..

A recomendação é de que todas as mulheres devem ir com frequência ao ginecologista, sendo possível a constatação da gravidez e, em casos de gestação, para que se tire dúvidas sobre o estado de saúde do feto.


O aborto espontâneo é um problema relativamente comum. De cada cinco mulheres grávidas, uma gestação não evolui. Mas casos recorrentes devem ser avaliados, pois as causas podem ter origens diversas, relacionadas a saúde tanto da mulher quanto do homem.

Fonte: Science Daily

18/04/2019 16:55

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